Tropeços fazem parte do aprendizado

As vitórias não te ensinam nada, muito pelo contrário, te faz crer que a maneira como está procedendo é a correta e por isso não se deve mudar, vivemos sobre a máxima do “em time que está ganhando não se mexe” e isso as vezes nos custa caro. Eu particularmente prefiro falar sobre as derrotas.

Vimos a Tempo Storm perder para a G2 e hoje cair perante os ucranianos do FlipSid3. Agora sim, tivemos o aprendizado que as vitórias não nos ensinam e ganhamos experiência.

Perderam esses jogos não por serem menos habilidosos, mas por estarem entrando em um terreno desconhecido, um cenário completamente diferente do que eles estão acostumados a jogar e de certa forma dominar.

Depois de muito treino e jogos a TS se adaptou ao cenário norte americano, absorveu o estilo das equipes e desenvolveu sua própria maneira de jogar. Hoje, são praticamente imbatíveis por lá.

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— Tempo Storm antes de começar a partida

Você deve está rindo de mim e se perguntando: Se eles são tão bons assim por que as vezes vencem partidas de forma tão apertada por lá?

Porque eles sempre erram meu caro amigo. A maioria das pessoas não percebem esses erros porque no cenário norte americano não temos equipes capazes de explorar as brechas e fazer com que os brasileiros paguem pelos deslizes cometidos. A TS é superior em skill e consegue na maioria das vezes reverter situações muito desfavoráveis.

Nessa classificatória eles tiveram seus primeiros confrontos com o cenário europeu, um cenário infinitamente mais competitivo, onde os erros não ficam impunes e costumam custar caro.

Sabendo que a agressividade é uma marca registrada do jogo dos brasileiros a Flipsid3 veio preparada. Os ucranianos conseguiram minar as espectativas dos brasileiros impondo um jogo cadenciado, com marcações bem feitas principalmente no after-plant, mantendo as posições bem guardadas mesmo em vantagem no placar e evitando avanços desnecessários.

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— FlipSid3 após conquistar a vaga no major

Eu particularmente acho os brasileiros mais habilidosos que os jogadores da Flipsid3 e tão bons quanto (ou até um pouco melhor) os da G2, mas é indiscutível que a experiência dos ucranianos falou mais alto nesse confronto e que a falta dela fez com que a TS não fosse capaz de se adaptar durante as partidas. Diferentemente dos franceses a equipe ucraniana não cometeu erros, tornando a tarefa da TS quase impossível.

Essa classificatória serviu para a Tempo Storm sentir esse gostinho amargo de jogar contra a escola européia e definitivamente se preparar para tudo que vai acontecer de agora em diante. Com a Intel Extreme Masters acontecendo essa semana eles precisam identificar e corrigir os erros e se portar de uma maneira diferente para os próximos jogos. Claro que a agressividade é um dos pontos fortes da equipe, mas existe a hora certa pra tudo.

A Tempo Storm tem um longo caminho a percorrer – de certa forma mais árduo que o percorrido pela LG – é uma equipe com pouco tempo no cenário internacional e que começa agora a dar seus primeiros passos contra as grandes equipes do mundo. Katowice será mais uma excelente oportunidade de aprendizado e quem sabe muitas surpresas.

FOTOS: HLTV

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